Gestão de resíduos e valorização dos recursos

Na INALCA, consideramos a gestão de resíduos um elemento fundamental do nosso percurso rumo a um modelo produtivo cada vez mais atento à eficiência dos recursos e aos princípios da economia circular.
As atividades do Grupo, que operam ao longo de toda a cadeia de abastecimento agroalimentar – desde o processamento da carne até à distribuição e logística -, geram vários tipos de materiais residuais. Entre estes, uma parte significativa é representada por embalagens feitas de papel, papelão, plástico, poliestireno, materiais compósitos e madeira, principalmente utilizados no manuseio e entrega de mercadorias.
Confirmando o compromisso associado à gestão de tais materiais, a INALCA promove iniciativas voltadas para melhorar a coleta seletiva, promover a recuperação de matérias-primas e desenvolver soluções de embalagens em linha com a evolução do quadro regulatório europeu, com particular atenção aos princípios introduzidos pelo Regulamento (UE) 2025/40 sobre embalagens e resíduos de embalagens (PPWR), orientados para a prevenção de resíduos, para a reutilização e reciclagem de materiais.

Rastreabilidade e controle ao longo do ciclo de gestão

Desde 2022, foi introduzido um sistema estruturado de gestão de resíduos nos principais locais do Grupo, permitindo o acompanhamento de todo o ciclo de gestão de resíduos, desde a recolha até ao tratamento final. Graças a uma plataforma digital dedicada, é possível garantir altos níveis de rastreabilidade, transparência e controle de fluxo, apoiando o monitoramento do desempenho ambiental e promovendo a melhoria contínua dos processos. Os resíduos são confiados exclusivamente a operadores autorizados, em conformidade com a legislação vigente. Para os fluxos destinados à recuperação, o sistema permite que sejam seguidos até as fases de tratamento subsequentes, que podem incluir atividades de reciclagem, compostagem ou valorização energética.

Da gestão de resíduos à criação de valor

Um exemplo concreto desta abordagem é representado pela valorização do digestato resultante dos processos de digestão anaeróbica. Embora a legislação vigente preveja métodos específicos de manejo, o digestante possui características que permitem sua reutilização na agricultura e agronegócio, contribuindo para a recuperação de nutrientes e a redução do desperdício de recursos.
Os subprodutos dos processos de produção também são objeto de programas específicos de valorização, com o objetivo de maximizar sua recuperação e promover novas oportunidades de uso dentro da cadeia de suprimentos.
Este resultado confirma o compromisso da INALCA em promover soluções inovadoras que transformam resíduos de processos em recursos úteis, contribuindo para a redução de resíduos e fortalecendo os princípios da economia circular ao longo da cadeia de suprimentos.